Por que nasceu o ZeroAposta?
A história de um problema que precisava de uma solução. Durante anos acompanhei pessoas com transtorno do jogo (ludopatia) no Ambulatório Integrado de Transtorno do Jogo (PRO-AMJO) do Hospital das Clínicas da USP.
Quem idealizou o ZeroAposta
Sou Edgar Oliveira, médico psiquiatra.
Desde a residência médica tive uma formação voltada para a saúde pública, para oferecer auxílio àqueles que tinham dificuldade de chegar ao tratamento.
Atuei durante anos no Ambulatório de Transtornos do Impulso do HC-FMUSP — o PRO-AMITI e o PRO-AMJO, ambulatórios sob a mesma coordenação —, onde coordenei o grupo de trabalho para dependência de comida, participei da formação de profissionais da área, publiquei pesquisas científicas e acompanhei centenas de pacientes com transtorno do jogo e outros transtornos do impulso.
Essa experiência, somada às formações em Terapia Cognitivo-Comportamental e outras abordagens psicoterápicas, serviu de base para a construção do ZeroAposta.
Como profissional da saúde, acredito que nosso papel é chegar a quem mais precisa de ajuda.
O ZeroAposta tem a missão de ajudar na retomada do equilíbrio e da liberdade a quem se sente preso pelas apostas.
Por que nasceu o ZeroAposta?
A história de um problema que precisava de uma solução.
Durante anos acompanhei pessoas com transtorno do jogo (ludopatia) no Ambulatório Integrado de Transtorno do Jogo (PRO-AMJO) do Hospital das Clínicas da USP.
Famílias em sofrimento, dívidas, conflitos, perda de confiança, projetos interrompidos. Por trás de cada paciente havia uma história diferente, mas a dor era sempre parecida.
Nos últimos anos, as apostas passaram a fazer parte do cotidiano dos brasileiros. Elas estão no celular, nas redes sociais, nos campeonatos esportivos e na publicidade. Mas, quando deixam de ser entretenimento e se tornam um problema, encontrar ajuda especializada continua sendo muito difícil.
Ainda existem poucos profissionais especializados em transtorno do jogo. Para muitas famílias, conseguir ajuda é um enorme desafio, ficando em situação de desamparo por não saberem lidar com o problema.
A rede de saúde pública começou a ser preparada para esse atendimento só no final de 2025.
Muitas pessoas que entravam em contato comigo buscando ajuda no consultório não marcavam consulta por falta de condições financeiras – inclusive provocada pelo transtorno.
E o que acontecia com essas pessoas?
Muitas provavelmente permaneceram desassistidas.
Percebi que o maior obstáculo não era apenas o transtorno. Era o acesso ao conhecimento especializado. Era necessário tornar disponível um conhecimento que, durante muito tempo, ficou restrito a poucos serviços especializados.
O ZeroAposta nasceu da tentativa de transformar esse conhecimento em algo que pudesse acompanhar as pessoas no dia a dia. Reuni a experiência acumulada no PRO-AMJO, estudei protocolos científicos internacionais e adaptei esse conteúdo para uma experiência digital mais próxima da forma como aprendemos, refletimos e mudamos nossos hábitos hoje.
Existem ferramentas que bloqueiam o acesso às apostas. Elas podem ser úteis, mas bloquear o acesso não ensina alguém a compreender o próprio funcionamento, a lidar com a fissura e nem ajuda a construir uma recuperação duradoura. O ZeroAposta foi pensado para desenvolver essas habilidades.
O ZeroAposta não substitui o tratamento profissional. Seu propósito é oferecer estrutura, orientação e um caminho possível para quem sente que já não sabe mais o que fazer.


